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✅Consegue lembrar como foi a sua primeira dieta? Muito provavelmente você emagreceu rápido e se sentiu muito bem com isso. Foi gostoso ver as roupas ficando largas e as pessoas elogiando a sua nova aparência, né não? ☺ Também deve lembrar que aquela foi só a primeira de muitas e que, com o passar do tempo, os quilos a mais já não iam embora com tanta facilidade. Pode ser que, depois de alguns anos e várias dietas a sua meta agora não é eliminar 3 ou 4 kg mas 10, 12 ou 20… Se identificou? 😕

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✅E agora você pode estar pensando: sou mesmo uma fracassada! Não tenho foco, força e fé! Mas. e se eu te contar que isso acontece com 95% das pessoas? Se eu te disser que a culpa não é sua? Que a culpa desse ganho de peso e eterno efeito sanfona é justamente daquela primeira “inocente” dieta e de todas as outras que vieram depois?

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✅Hoje, a gente sabe que dietas aumentam nossa sensação de fome, diminuem nossa sensação de saciedade e são um dos principais gatilhos para o comer emocional. Quer dizer, um tiro no pé - literalmente!

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✅ Imaginem a seguinte situação: você está com dor de cabeça vai até uma farmácia atrás de um medicamento e o farmacêutico te oferece um remédio com 95% de chance de não resolver a sua dor de cabeça e ainda pode piorar. Compraria e tomaria esse medicamento? Não né?!

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✅Então quem sabe não está na hora de parar de tomar esse remédio amargo e fadado ao fracasso e começar um novo relacionamento mais gentil e amoroso com a comida?

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  • Marcela Brum

Muitas pessoas estão tão desconectadas dos seus sinais internos de fome e saciedade, principalmente devido as inúmeras dietas que fizeram ao longo da vida, que não conseguem diferenciar a fome física da fome emocional. Esse texto é para ajudar você perceber se a fome que está sentindo na verdade é uma necessidade emocional. Ah! Lembrando que temos muitos outros tipos de fome... falaremos deles outro dia ;)


Para começar o mais simples: a fome física é sentida no estômago, você o sente roncar ou no mínimo dar sinais de que precisa de comida, na fome emocional isso não ocorre, mas a boca começa a salivar só de lembrar do alimento que deseja, mesmo sem tê-lo a sua disposição. Enquanto a fome física é gradual, você começa a sentir o estômago ficar vazio, depois reclamar, depois roncar ou até a doer caso não se alimente, a fome emocional surge de repente. Podemos dizer que a fome emocional começa na cabeça e vai para o corpo, a pessoa pensa fixamente num determinado alimento até que o corpo começa a reagir aos estímulos desse pensamento indicando uma “falsa” fome. Essa fome é urgente e perturbadora, a pessoa não consegue concentrar-se em outras coisas e seguir fazendo suas atividades pois está com o pensamento completamente voltado para a comida, pode até sair de casa tarde da noite atrás da comida, muitas pessoas ficam inquietas e ansiosas e só conseguem acalmar-se depois de comer o alimento desejado. Já quando a fome é física é o estômago o primeiro a indicar, só depois disso você pensa no que irá comer.


Normalmente temos fome emocional de alimentos bastante específicos e palatáveis: chocolate, guloseimas, pizza, hambúrguer, batata frita... Enquanto a fome física é bem mais flexível, você comeria quase qualquer coisa para matar a sua fome. Além disso você está mais consciente tanto da quantidade quanto da qualidade do alimento que está comendo e é mais fácil perceber a saciedade e parar de comer. Justamente por isso é mais difícil haver arrependimento e culpa, muitas pessoas experimentam essas sensações depois de comerem de forma emocional ( Nota: algumas pessoas sentem culpa até quando comem salada. Novamente assunto para outro post 😊).


Não à toa também chamamos a fome emocional de fome do coração pois ela é motivada por inúmeros sentimentos, como por exemplo: estresse, cansaço, tristeza, raiva, frustração... Saber identificar o que está sentindo e do que realmente precisa é o primeiro passo para acalmar o coração e diminuir o comer emocional.




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  • Marcela Brum

Atualizado: 18 de Mai de 2018

... Uma criança magra, que comia de tudo, sem restrições. Apenas cometia alguns poucos exageros, facilmente contornáveis pelo seu sábio corpo. Ela vivia feliz: comida era só comida, fonte de prazer, alegria e celebração!


Até que um dia essa criança se transformou em adolescente e engordou um pouquinho. Não demorou para descobrir que isso não era bom, que o mundo não gosta de gente “cheinha” e começou a ouvir comentários do tipo: “Você tá gorda, hein?! Desse jeito não vai arrumar namorado! Pare de comer!”.

Com isso essa adolescente começou a sentir-se inadequada, e que só seria aceita e amada se fosse mais magra. Descobriu uma coisa chamada DIETA. Foram várias: Atkins, da sopa (“Meu Deus, que lavagem horrível” ela pensava. Nunca mais conseguiu comer repolho depois disso), da lua, de ir dormir com fome, de tomar laxantes...


Mas, claro, nada disso funcionava e cada vez que a dieta falhava a menina achava que era ela a culpada, que lhe faltavam força de vontade e disciplina... e com esse pensamento começou a comer de forma emocional: cada vez que estava triste, cansada ou frustrada recorria à comida (especialmente ao chocolate), e assim foi ganhando mais peso e sentindo-se mais inadequada, em um ciclo vicioso do qual não conseguia se esquivar...

Então essa adolescente virou adulta, teve filhos e devido à amamentação emagreceu e decidiu que queria estudar mais sobre nutrição, pois gostava muito de comer e de cozinhar. Além disso, queria entender melhor sobre nutrientes e acima de tudo ajudar as pessoas que como ela já tiveram problemas com o corpo, com o peso e com comida (o que encontrou na faculdade foi bem diferente do que esperava! Ver mais em...


Mas essa história teve um final feliz: a menina descobriu a nutrição comportamental e com ela (re)descobriu o óbvio:


que é possível comer de tudo sem culpa,


que se alimentar não é uma batalha entre o bem e o mal,


que não existem alimentos milagrosos nem terríveis vilões,


que a forma como comemos é tão importante quanto o que comemos,


que respeitar os sinais de fome e saciedade do nosso corpo é muito mais importante do que qualquer regra externa,


que ninguém sabe melhor que você do que o seu corpo precisa,


que é tudo bem exagerar de vez em quando porque a comida está deliciosa,


que comer emocional faz parte mas que também podemos usar outros recursos que não seja comida para aliviar nossas dores,


que saborear um alimento e comer com prazer faz a gente comer menos e melhor!


E assim hoje essa menina conseguiu voltar a comer como na infância e sente uma paz profunda.

Por isso decidiu ajudar outras pessoas a fazer o mesmo e é apaixonada pelo seu trabalho!









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