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  • Marcela Brum

Era uma vez...

Atualizado: 18 de Mai de 2018

... Uma criança magra, que comia de tudo, sem restrições. Apenas cometia alguns poucos exageros, facilmente contornáveis pelo seu sábio corpo. Ela vivia feliz: comida era só comida, fonte de prazer, alegria e celebração!


Até que um dia essa criança se transformou em adolescente e engordou um pouquinho. Não demorou para descobrir que isso não era bom, que o mundo não gosta de gente “cheinha” e começou a ouvir comentários do tipo: “Você tá gorda, hein?! Desse jeito não vai arrumar namorado! Pare de comer!”.

Com isso essa adolescente começou a sentir-se inadequada, e que só seria aceita e amada se fosse mais magra. Descobriu uma coisa chamada DIETA. Foram várias: Atkins, da sopa (“Meu Deus, que lavagem horrível” ela pensava. Nunca mais conseguiu comer repolho depois disso), da lua, de ir dormir com fome, de tomar laxantes...


Mas, claro, nada disso funcionava e cada vez que a dieta falhava a menina achava que era ela a culpada, que lhe faltavam força de vontade e disciplina... e com esse pensamento começou a comer de forma emocional: cada vez que estava triste, cansada ou frustrada recorria à comida (especialmente ao chocolate), e assim foi ganhando mais peso e sentindo-se mais inadequada, em um ciclo vicioso do qual não conseguia se esquivar...

Então essa adolescente virou adulta, teve filhos e devido à amamentação emagreceu e decidiu que queria estudar mais sobre nutrição, pois gostava muito de comer e de cozinhar. Além disso, queria entender melhor sobre nutrientes e acima de tudo ajudar as pessoas que como ela já tiveram problemas com o corpo, com o peso e com comida (o que encontrou na faculdade foi bem diferente do que esperava! Ver mais em...


Mas essa história teve um final feliz: a menina descobriu a nutrição comportamental e com ela (re)descobriu o óbvio:


que é possível comer de tudo sem culpa,


que se alimentar não é uma batalha entre o bem e o mal,


que não existem alimentos milagrosos nem terríveis vilões,


que a forma como comemos é tão importante quanto o que comemos,


que respeitar os sinais de fome e saciedade do nosso corpo é muito mais importante do que qualquer regra externa,


que ninguém sabe melhor que você do que o seu corpo precisa,


que é tudo bem exagerar de vez em quando porque a comida está deliciosa,


que comer emocional faz parte mas que também podemos usar outros recursos que não seja comida para aliviar nossas dores,


que saborear um alimento e comer com prazer faz a gente comer menos e melhor!


E assim hoje essa menina conseguiu voltar a comer como na infância e sente uma paz profunda.

Por isso decidiu ajudar outras pessoas a fazer o mesmo e é apaixonada pelo seu trabalho!









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